Manifesto “ Luizinha”
Serve este texto para falar da hipocrisia e do moralismo associado a pessoas com fracas qualidades e capacidades intelectuais – chamando-lhes eu “Tristes”
Os “tristes” são uma espécie muito proliferada no meio da“ malta in”, tipicamente são pessoas que procuram então numa “roupinha bonita” disfarçar a “estupidez” que lhes ocupa o interior, teem grandes conhecimentos sobre a vida alheia e debatem-na em conjunto em mesa redonda com soluções infalíveis para os problemas e asneiras dos outros.
Mas eles, Tristes, são empenhados no seu trabalho, chegam a vestir a capa sherlock, fazem perseguições, telefonemas para contactos estratégicos, inquéritos...ou seja, teem um verdadeiro gabinete de investigação criminal.
Batem no peito, gritam moral muito senhores de si ( claro está que isto apenas na mesa redonda)...porque depois vem a sombra de um passado (ou presente?) de quem se arrasta atrás de “migalhas”de alguém, de quem vive de aparências e em casa na miséria, de quem sabe que não pode alongar discurso sobre temas que saiam fora da esfera “ roupa, compras, carros, dinheiro e futebol” porque não tem conhecimentos para mais... São do tipo de apenas identificar Camões como “ o gajo que perdeu o olho”...
O tempo é implacável, basta ter paciência e esperar, para vê-los de cabeça baixa com vergonha da sua tristeza...isto só quando teem a certeza que foram descobertos, porque até então... acham que ninguém sabe da sua vida... desenganem-se!
Mas também eu, como toda a gente, tenho defeitos. Um é não ter paciência para Tristes.
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